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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em E (B E G# B E) · Ritmo: [Querumana] 110 bpm

Carreiro Vitorioso

Marcos Violeiro e Cleiton Torres

B                            F#                            B     
No bairro onde moro tem uma mansão lindo casarão precisam de ver
                           F#                  E      F#   B
A sua fachada lembra um palácio com grades de aço e vidro fume
                                  F#                               B
Erguida no fundo de um grande terreno e não é pequeno jardim da frente
            B7              E                   F#                B
Plantaram grama, grama boiadeira, no meio a paineira cresceu imponente

   B                      F#                               B     
Tudo aquilo ali era tão comum não tinha nenhum fato interessante
                           F#                  E      F#      B
Aquela paineira linda e majestosa, pintava de rosa a grama verdejante
                       F#                                 B
Um carro de boi curiosamente enfeitava a frente daquela mansão
             B7                 E                  F#              B
Um homem já velho de cabelos brancos sentado num banco chamou-me atenção

Introdução

   B                             F#                               B     
Perguntei ao velho por que é que foi que o carro de boi foi parar ali
                                                F#                      E      F#      B
Ele então me disse então me disse eu já fui carreiro, nos tempos primeiros bem longe daqui
                                  F#                               B
Com esse carro e a minha boiada, cortava as estradas daqueles sertões
            B7              E                   F#                B
Fui desbravador, grande pioneiro eu já fui carreiro de muitos patrões

   B                            F#                               B     
Os anos passaram deixaram saudades, minha mocidade ficou tão distante
                                  F#              E      F#      B
Os meus braços foram fortes como aço, e hoje não faço o que já fiz antes
                              F#                                    B
Hoje não aguento erguer um cambão essas minhas mãos não tem mais destreza
               B7                 E                F#                  B
E ao ver meu carro num canto esquecido, fico aborrecido com tantas tristezas

Introdução

   B                       F#                                  B     
Quando me mudei aqui pra cidade, a grande saudade quase me matava
                             F#                E     F#          B
Do carro de boi, da minha boiada, naquelas estradas quando ele cantava
                                  F#                                          B
Se eu não ouço mais o seu cantar dolente, nas tardes mais quentes lá do meu sertão
               B7                 E              F#              B
Eu trouxe meu carro pra perto de mim, aqui por jardim da minha mansão