Rei dos Covardes
Vieira e Vieirinha
C G7 C
A inveja na história do mundo, é um mal que já vem do começo
G7 C
Por inveja que Caim matou, o invejoso já vem desdo berço
F G7 C
É um tipo qualquer sem valor, mas que quer sucesso à qualquer preço
G7 C
Vive às custas do suor alheio, mas não sabe dizer lhe agradeço
G7 C
O tatu traz de baixo da capa, a gordura este fato eu conheço
G7 C
O invejoso por fora é um santo, por dentro é o demônio virado no avesso
Intodução
C G7 C
O invejoso é uma cobra urutú, de preguiça nem o bote ensaia
G7 C
Só espera que a pobre vítima, o destino perto dele atraia
F G7 C
Ele se amoita atrás do toco, sem quem passa que dali ele saia
G7 C
Quanto mais velho fica mais grosso, que nem tudo dessa mesma laia
G7 C
Só é cobra depois que tá morto, porque vivo só merece vaia
G7 C
Ele acorda fica envenenada, se finge de morto no pé da tocaia
Introdução
C G7 C
Essa cobra urutú que eu digo, inimigo da sociedade
G7 C
Se ele for parar no butantã, onde só tem cobra de verdade
F G7 C
Ele fica num canto encolhido, igual mendigo implorando piedade
G7 C
Mas se alguma cobrinha modesta, lhe oferece sincera amizade
G7 C
Ele se empomba e cria topete, ele reina seu trono sem cai-lhe
G7 C
Esqueceu que seu trono é o chão, e o rei que se arrasta é o rei dos covarde
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