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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em E (B E G# B E) · Ritmo: [Cururu] 108 bpm

O Menino da Porteira

Tião Carreiro e Pardinho

SOLO:

INTRODUÇÃO

  A     E7

    A                                          E7
Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
                                     A
De longe eu avistava a figura de um menino
                                               E7
Que corria abrir a porteira depois vinha me pedindo:
                                             A   
“Toque o berrante ,seu moço, que é pra eu ficar ouvindo”
      D                                   E7
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando
                                  A
Eu jogava uma moeda e ele saia pulando
                                             E7
Obrigado boiadeiro, que Deus vai lhe acompanhando
                                           A
Pra aquele sertão afora meu berrante ia tocando

Introdução                                   

       A                                        E7
Nos caminhos dessa vida muito espinho eu encontrei
                                               A
Mas nenhum calo mais fundo do que isto que eu passei
                                               E7
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
                                              A
Vendo a porteira fechada o menino eu não avistei
   D                                       E7
Apeei do meu cavalo no ranchinho à beira chão
                                       A
Vi uma muié chorando quis saber qual a razão
                                           E7
“Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão,
                                             A
Qem matou o meu filhinho foi um boi sem coração”

Introdução 

  A                                         E7
Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
                                          A
Quando passo na porteira até vejo a sua imagem
                                            E7
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
                                           A
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem
     D                                    E7
A cruzinha do estradão do pensamento não sai
                                          A
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
                                                E7
Nem que o meu gado estoure, que eu precise ir atrás
                                           A
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais.