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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em E (B E G# B E) · Ritmo: [Cururu] 108 bpm

Ditado Sertanejo

Tião Carreiro e Pardinho

A                   E7                       A 
No lugar que canta galo, de certo que mora gente
 D                     E7                         A    E7  A 
Que é muito bonito é lindo, que muito feio é indecente
 D                     E7               A 
A água parada é poço, riacho é água corrente
  D            E7                        A 
Toda briga de muié o que faz é língua quente.

Introdução

 A              E7                        A 
Onde tem moça bonita, de certo que tem namoro
 D               E7                     A    E7  A 
Onde tem muié baixinha, tem relia e desaforo
 D                       E7                    A 
Mistura sogra com nora, pode ver que ali sai choro
  D                E7                            A 
Na vila que tem polícia, banho de pau d'água é couro.

Introdução

 A                E7                 A 
Amor de muié rusguenta, catinga jaratataca
 D                 E7                         A    E7  A 
Doença do rico é gripe, doença do pobre é ressaca
   D                     E7                 A 
Dança de rico é baile, dança do pobre é fusarca
   D               E7                      A 
O rico educa na escola e o pobre educa no tapa.

Introdução

 A                     E7                          A 
O que agrada moça é carinho, o que agrada véio é café
 D                E7                     A    E7  A 
O homem que fala fino, não é homem nem muié
 D                          E7                A 
A muié que fala grosso, ninguém não sabe o que é
  D                         E7                 A 
O lar que não crê em Deus, quem domina é o Lúcifer.

Introdução

 A               E7                      A 
O que faz sapo pular, tem que ser necessidade
 D                  E7                         A    E7  A 
Pessoas que falam muito, nem todos disse a verdade
      D                    E7                    A 
Com o tempo a flor perde a cor, e nóis perde a mocidade
  D                     E7                 A 
O janeiro traz velhice e a velhice traz saudade