Companheiro do Ferreirinha
Tião Carreiro e Pardinho
B7
Ar re cebi u ma car ta que ve io lá de Par di nho
E
Pra ter minar-uma emprei ta da que-eu pe guei com Fer rei ri nha
Pra buscar aque le mes ti ço no cam po do-Es pra ia dinho
A qui lo no co ra ção a tra ves sou co mo es pinho Não
c c b b b
ti nha mais-com pa nhei ro ti nha que se guir sozinho
Por não ter outro vaqueano resolvi ir no redomão
Trouxe o potro na mangueira lacei e passeio no mourão
Arriei com garantia duas barrigueiras e um chinchão
Quando ganhei o arreio o potro virou um leão
Preguei a espora no peito pra limpar meu coração
Sozinho praqueles campo bati todos maiador
Achei o lugar fresquinho onde o mestiço posou
Segui a batida do boi que desceu pro bebedor
O mestiço vinha vindo e de longe me avistou
Alembrei no Ferreirinha e a coragem redobrou
O mestiço furioso pro meu lado ele partiu
Que nem faísca de raio no potro ele investiu
Joguei o laço de tirão que os tentos até ringiu
A laçada fez um oito quando nas guampas caiu
O redomão veiacava virava de corrupio
Com o boi no chinchador me custou pra por na linha
Queria limpar meu nome também o do ferreirinha
Terminar aquele trabalho empreitada tão mesquinha
Labutei com o mestiço com o traquejo que eu tinha
Depois de muito trabalho que mostrei a ciência minha
Ao passar uma restinga o potro e o boi levei
Naquele lugar tão triste que morto o rapaz achei
Soluçando de saudade um cruz ali finquei
Com a ponta de minha faca essas palavras eu gravei
Descansa em paz Ferreirinha que a empreitada terminei
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