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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em E (B E G# B E) · Ritmo: [Toada] 82 bpm

Cobra Venenosa

Tião Carreiro e Pardinho

Vancê talvez não conhece o veneno que as cobras têm
Pois elas quando dá o bote balança o guizo também
A cascavel é traiçoeira quando ela quer se vingar
Balança o guizo contente na hora dela pegar
A urutú é perigosa, de ruim não se manifesta
É cobra tão venenosa que traz uma cruz na testa
Jaracuçu Deus nos livre quando ele chega a picar
Deixa o sinal de seus dentes e a cicatriz no lugar
Mas eu lhe digo a verdade, por cobra eu já fui picado
Por cascavel, caninana e urutú este malvado
De todas já me livrei desse veneno amargura
Existe um contra-veneno por isso tudo se cura
Mas tem uma cobra do mato cabocla lá do sertão
Que traz veneno nos olhos e ataca no coração
Dessa uma vez fui picado, um dia só por maldade
E ainda trago o veneno, na cicatriz da saudade

 A                     E7                        A
Já vai fazer quase um ano que eu deixei o meu sertão
 D                E7                         A    
Por um veneno do olhos que atingiu o meu coração
 D                   E7
Uma cabocla do mato que tanto mal tem me feito 
 A             E7  D       E7        A          
Uma olhada me deu foi um veneno perfeito

 A              E7                      A
Esta cobra venenosa cobra em forma de gente
 D                E7                     A    
Talvez a mais perigosa pode matar de repente
  D                       E7
Procurei tantos remédios andei por toda cidade
 A                    E7   D        E7       A          
Mas qual o que não existe nada que cure a saudade

 A                D                   E7      
Agora vou repetir a história mais dolorosa
 A               E7  D          E7       A
Essa cabocla do mato é a cobra mais venenosa