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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em E (B E G# B E) · Ritmo: [Valseado] 96 bpm

Mágoa de Boiadeiro

Pedro Bento e Zé da Estrada

B7           A         E                          B7                     E
Antigamente nem em sonho existia tantas pontes sobre os rios nem asfalto nas estradas
         B7              A        E                       B7                   E   E7
A gente usava quatro ou cinco sinuelos pra trazer o pantaneiro no rodeio da boiada
             A                    E                            B7                       E   E7
Mas hoje em dia tudo é muito diferente com o progresso nossa gente nem sequer faz uma idéia
            A         B7          E             C#m       B7                     E
Que entre outros fui peão de boiadeiro por este chão brasileiro os heróis da epopéia

         B7        A             E                      B7                  E
 Tenho saudade de rever nas currutelas as mocinhas nas janelas acenando uma flor 
          B7        A          E                        B7                      E   E7
 Por tudo isso eu lamento e confesso que a marcha do progresso é a minha grande dor 
        A                     E                        B7                   E   E7
 Cada jamanta que eu vejo carregada transportando uma boiada me aperta o coração
          A           B7       E           C#m       B7                        E
 E quando olho minha traia pendurada de tristeza dou risada pra não chorar de paixão

Riff

        B7         A              E                         B7                     E
O meu cavalo relinchando pasto a fora que por certo também chora na mais triste solidão
              B7          A            E                  B7                    E   E7
 Meu par de esporas meu chapéu de aba larga uma bruaca de carga um berrante um facão 
          A                  E                       B7                       E   E7
O velho basto o sinete e o apero, o meu laço e o cargueiro, o meu lenço e o gibão
        A        B7          E            C#m       B7                     E
Ainda resta a guaiaca sem dinheiro deste pobre boiadeiro que perdeu a profissão.

Riff

          B7         A           E                     B7                  E
Não sou poeta, sou apenas um caipira e o tema que me inspira é a fibra de peão. 
           B7       A          E                       B7                   E   E7
Quase chorando embuído nesta mágoa rabisquei estas palavras e saiu esta canção 
            A                     E                         B7                          E   E7
Canção que fala da saudade das pousadas que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão 
          A        B7           E             C#m         B7                        E
Saudade louca de ouvir o som manhoso de um berrante preguiçoso nos confins do meu sertão.