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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em E (B E G# B E)

Hoje Quem Paga Sou Eu

Nelson Gonçalves

Am                 E7          Am
Antigamente nos meus tempos de ventura
                                      E7
Quando eu voltava do trabalho para o lar

Deste bar alguém gritava com ironia:
                           Am
Entra mano, o fulano vai pagar
       A7                        Dm
Havia sempre alguém pagando um trago
       B7                  E7
Pelo simples direito de falar
         Dm                            Am
Havia sempre uma tragédia entre dois copos
          F7                         E7
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar
      A7                            Dm
Eu sabia que era um estranho desse meio
          B7                       E7
Um estrangeiro na fronteira desse bar
      Dm                           Am
Mas bebia, outros pagavam e eu partia
       B7          E7          Am   E7   Am
Para o mundo abençoado do meu lar
       A          E7         A
Hoje, faço deste bar a sucursal
                                E7
Do meu lar que atualmente não existe
  Bm                         E7
Tenho minha história pra contar
                                     A
Uma história que é igual, amarga e triste
                 E7           A
Sou apenas uma sombra que mergulha
      A7                      D
No oceano de bebida, o seu passado
                              A
Faço parte dessa estranha confraria
       E7                        A
Do vermuth, do conhaque e do traçado
        Dm                    Am
Mas se passa pela rua algum amigo
         E7                     A7
Em cuja porta a desgraça não bateu
          Dm                      Am    B7
Grito que entre neste bar beba comigo
           E7      Am     E7   Am
Hoje quem paga sou eu!