O Vai e Vem do Carreiro
Milionário e José Rico
E
Carreiro vai, carreiro vem
B7
Beirando matas, cordilheiras, campos e espigões
E
Na estrada azul dos matagais lhe acompanham passarinhos vindos dos sertões
E7 A
No peito seu eu sei que tem seis bois puxando o carro triste do seu coração
B7 E
E a saudade emparelhada com a lembrança
A B7 E
No amor a esperança, desespero e solidão.
B7 E
Carreiro vai, carreiro vem
B7 E
Rodando só pelo sertão cantando assim
B7 E
carreiro vai, carreiro vem
A B7 E
Na sua estrada de paixão que não tem fim
E
Carreiro vai, carreiro vem
B7
Para bem longe do filhinho que ficou no lar
E
Bem cedo sai e à tarde vem Deitar nos braços de chiquinha sempre a lhe esperar.
E7 A
Solta seus bois lá no curral Quando no morro surge o claro raio de luar
B7 E
Pega a viola pra cantar sua poesia
A B7 E
Quando fora a brisa fria vem com ele duetar.
B7 E
Carreiro vai, carreiro vem
B7 E
Rodando só pelo sertão cantando assim
B7 E
carreiro vai, carreiro vem
A B7 E
Na sua estrada de paixão que não tem fim
Solo
E
No vai e vem que o mundo dá
B7
Vai o seu rastro rabiscando pedras e areiões
E
Nos riscos só, deixando pó E o orvalho tremulando sobre mil botões.
E7 A
Igual ao sol passa por nós E a tarde deita no poente para repousar
B7 E
Solta a boiada de estrelas cintilantes,
A B7 E
Ruminando lá distante pelos campos com luar.
B7 E
Carreiro vai, carreiro vem
B7 E
Rodando só pelo sertão cantando assim
B7 E
carreiro vai, carreiro vem
A B7 E
Na sua estrada de paixão que não tem fim
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