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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em E (B E G# B E) · Ritmo: [Cateretê] 116 bpm

O Vai e Vem do Carreiro

Milionário e José Rico

E 
Carreiro vai, carreiro vem 
                                            B7 
Beirando matas, cordilheiras, campos e espigões 
                                                            E  
Na estrada azul dos matagais lhe acompanham passarinhos vindos dos sertões 
                                        E7                            A  
No peito seu eu sei que tem seis bois puxando o carro triste do seu coração 
       B7                         E  
E a saudade emparelhada com a lembrança 
     A        B7                     E 
No amor a esperança, desespero e solidão. 

          B7           E 
Carreiro vai, carreiro vem 
        B7                        E  
Rodando só pelo sertão cantando assim 
          B7           E  
carreiro vai, carreiro vem 
          A          B7              E    
Na sua estrada de paixão que não tem fim 

 E 
Carreiro vai, carreiro vem 
                                         B7 
Para bem longe do filhinho que ficou no lar 
                                                           E  
Bem cedo sai e à tarde vem Deitar nos braços de chiquinha sempre a lhe esperar. 
                                         E7                          A  
Solta seus bois lá no curral Quando no morro surge o claro raio de luar 
        B7                     E  
Pega a viola pra cantar sua poesia 
        A           B7                  E 
Quando fora a brisa fria vem com ele duetar.

          B7           E 
Carreiro vai, carreiro vem 
        B7                        E  
Rodando só pelo sertão cantando assim 
          B7           E  
carreiro vai, carreiro vem 
          A          B7              E    
Na sua estrada de paixão que não tem fim 

Solo

E 
No vai e vem que o mundo dá 
                             B7 
Vai o seu rastro rabiscando pedras e areiões 
                                                         E  
Nos riscos só, deixando pó E o orvalho tremulando sobre mil botões. 
                                     E7                    A  
Igual ao sol passa por nós E a tarde deita no poente para repousar
          B7                    E  
Solta a boiada de estrelas cintilantes, 
     A          B7                      E 
Ruminando lá distante pelos campos com luar.

          B7           E 
Carreiro vai, carreiro vem 
        B7                        E  
Rodando só pelo sertão cantando assim 
          B7           E  
carreiro vai, carreiro vem 
          A          B7              E    
Na sua estrada de paixão que não tem fim