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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em D (A D F# A D) · Ritmo: [Cateretê] 116 bpm

Celeiro da Saudade

Juliana Andrade e Jucimara

F             C7          A#                            F 
O coração do matuto é um celeiro, que guarda a dor da saudade
                  C7                 A#       C7     F   
Celeiro de recordações que ficaram, longe da grande cidade

F                                 C7 
O tempo cruel e a distância impiedosa
              A#            F 
Em versos e prosa revelo cantando
                                  C7 
Da infância tão linda apesar de pobre
                             F 
Pra mim era nobre Deus abençoando
           F7               A# 
A bola de meia, o peão de peroba
          C7                   F 
Catar gabiroba um bornal eu enchia
           A#                  F 
Pelote de barro, queimava um estoque
              C7                 F 
Pra usar no bodoque que eu mesmo fazia

Introdução

 F             C7          A#                            F 
O coração do matuto é um celeiro, que guarda a dor da saudade
                  C7                 A#       C7     F   
Celeiro de recordações que ficaram, longe da grande cidade

Riff 1

F                          C7 
E no arrebolde toda a madrugada
              A#               F 
Apartava a vacada por ser retireiro
                                  C7 
Dez latões de leite, punha no carrinho
                             F 
Levava sozinho fora do mangueiro
           F7             A# 
E dada a tarefa com os animais
           C7                 F 
Olhava os sinais da chuva esperada
           A#               F 
No velho trator o arado engatava
            C7                 F 
E o chão preparava na terra tombada

Introdução

 F             C7          A#                            F 
O coração do matuto é um celeiro, que guarda a dor da saudade
                  C7                 A#       C7     F   
Celeiro de recordações que ficaram, longe da grande cidade

Riff 1

F                          C7 
Na grande cidade vivo de salario
           A#                  F 
Por ser operário de pouca instrução
                            C7 
Formei a família com dificuldade
                                F 
É esta a verdade de um simples peão
                F7               A# 
Quem vem lá da roça precisa ser forte
              C7                  F 
Se a palavra sorte não vem no estatuto
            A#                F 
Só a fé em Deus e a grande saudade
         C7                   F 
É a realidade de um simples matuto