Celeiro da Saudade
Juliana Andrade e Jucimara
F C7 A# F
O coração do matuto é um celeiro, que guarda a dor da saudade
C7 A# C7 F
Celeiro de recordações que ficaram, longe da grande cidade
F C7
O tempo cruel e a distância impiedosa
A# F
Em versos e prosa revelo cantando
C7
Da infância tão linda apesar de pobre
F
Pra mim era nobre Deus abençoando
F7 A#
A bola de meia, o peão de peroba
C7 F
Catar gabiroba um bornal eu enchia
A# F
Pelote de barro, queimava um estoque
C7 F
Pra usar no bodoque que eu mesmo fazia
Introdução
F C7 A# F
O coração do matuto é um celeiro, que guarda a dor da saudade
C7 A# C7 F
Celeiro de recordações que ficaram, longe da grande cidade
Riff 1
F C7
E no arrebolde toda a madrugada
A# F
Apartava a vacada por ser retireiro
C7
Dez latões de leite, punha no carrinho
F
Levava sozinho fora do mangueiro
F7 A#
E dada a tarefa com os animais
C7 F
Olhava os sinais da chuva esperada
A# F
No velho trator o arado engatava
C7 F
E o chão preparava na terra tombada
Introdução
F C7 A# F
O coração do matuto é um celeiro, que guarda a dor da saudade
C7 A# C7 F
Celeiro de recordações que ficaram, longe da grande cidade
Riff 1
F C7
Na grande cidade vivo de salario
A# F
Por ser operário de pouca instrução
C7
Formei a família com dificuldade
F
É esta a verdade de um simples peão
F7 A#
Quem vem lá da roça precisa ser forte
C7 F
Se a palavra sorte não vem no estatuto
A# F
Só a fé em Deus e a grande saudade
C7 F
É a realidade de um simples matuto
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