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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em D (A D F# A D) · Ritmo: [Vaneira] 118 bpm

Fundo da Grota

Gustavo Lima

D                                             A7
Fui criado na campanha em rancho de barro e capim
                                                    D     
Por isso é que eu canto assim pra relembrá meu passado
                                           A7
Eu me criei arremendado dormindo pelos galpão
                                               D
Perto de um fogo de chão com os cabelo enfumaçado

REFRÃO:
                        A7
Quando rompe a estrela D'alva Aquento a chaleira
                      D                                        A7
Já quase no clariá o dia meu pingo de arreio Relincha na estrevaria
                                          D   
Enquanto uma saracura Vai cantando empulerada
                   A7                                       D  
Escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho
                                   A7                                                D 
Na boca da noite me aparece um zorrilho Vem mijá perto de casa pra inticá com a cachorrada

D                                     A7
Numa cama de pelego Me acordo de madrugada
                                       D 
Escuto uma mão pelada acoando no banhadal
                                                A7
Eu me criei xucro e bagual honrando o sistema antigo
                                            D
Comendo feijão mexido com pouca graxa e sem sal

REFRÃO

D                                           A7

Reformando um alambrado na beira de um corredor
                                            D 
No cabo de um socador Quas mão rodeada de calo
                                                    A7
No meu mango eu dou de estalo E sigo a minha campeirada
                                               D
E uma perdiz ressabiada Voa e me espanta o cavalo 

REFRÃO

D                                      A7
Lá no centro do capão Ouço piá de um nambú
                                             D 
Numa trincheira o jacú Grita o sabiá nas pitanga
                                           A7
E bem na costa da sanga Berra a vaca e o bezerro
                                               D
No barulho dos cincerro Eu encontro os bois de canga

REFRÃO