Sangue de Índio
Eli Silva e Zé Goiano
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Eu tenho sangue de índio nasci no verde sertão
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Fiz a casa de barrote no meu pedaço de chão
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Candeeiro de azeite me serve de lampião
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O café e o arroz eu descasco no pilão
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Tenho dois burro de carga e um cavalo manga larga
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De muita estimação
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A E7 A
A invernada é pequena mas é puro colonhão
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Das vacas tiro o leite faço queijo e requeijão
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Do porco tiro a banha e o toucinho pro feijão
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Da cana a rapadura e a pinga de garrafão
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Necessidade não passo, fumo bom eu mesmo faço
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Tem esoque no porão
Introdução
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Vejo da minha janela animais e plantação
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Cafezal quando florece embranquece o espigão
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Arrozal tombando os cachos amarelando o varjão
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Capivara se misturam, com porcos no magueirão
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Flor do campo me perfuma e a carne gorda defuma
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Na fumaça do fogão
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A E7 A
Cercado pela família eu vou levando um vidão
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Da flora tiro o remédio para a nossa proteção
A7 D A7 D
O peixe para nossa mesa eu pesco no ribeirão
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Nesse resto de pureza dessa sofrda nação
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Eu sou feliz do meu jeito, com a viola no peito
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E Deus no meu coração
E7 A
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