Velho Arado
Cacique e Pajé
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Passeando pelas ruas da cidade
A
De um bairro nobre do lugar onde eu nasci
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No jardim de uma mansão vi um arado
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Parei meu carro e na hora estremeci
F# B7
Pensei comigo esse arado já foi meu
A B7 E
E pelo cabo foi que eu reconheci
Introdução
E E7
Cabo torto já lascado e quebrado
A
Esta do jeito que na roça te deixei
B7 E
Foi um soco na raiz da perobeira
B7 E
Num solavanco foi aí que te quebrei;
F# B7
Você saiu com os danos materiais
A B7 E
Infelizmente eu aí me machuquei.
Introdução
E E7
Do roçado fui levado para casa
A
Com muita dor muito mal então passei
B7 E
Minha sorte foi o dito benzedor
B7 E
Como veio em minha casa eu nem sei;
F# B7
Foi me benzendo com nozinhos num barbante
A B7 E
Foi assim que mais tarde melhorei.
Introdução
E E7
Os bois que puxavam o arado,
A
Foram achados bem distante nos confins;
B7 E
Arado velho, estou te olhando emocionado.
B7 E
Sinto seu bico cavocar dentro de mim.
F# B7
Mais o destino te deu por recompensa
A B7 E
Todo de branco enfeitando este jardim.
Introdução
E E7
Aqui devem revoar os colibris,
A
Que fazem ninho ao redor desta mansão.
B7 E
Foste igual aos passarinhos do passado,
B7 E
Que te rodeavam nas galhadas do sertão;
F# B7
Arado velho que me fez sentir saudade
A B7 E
Você mexeu o meu fraco coração.
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