Moenda da Usina
Baltazar Violeiro e Martinho
A F# Bm
Sentindo saudade da roça, terra que era nossa resolvi rever
E7 A
A tempos que eu não voltava, ao lugar que eu morava e que me viu crescer
E7
Andar pelas verdes campinas, e a agua da minha de novo beber
D A E7
Mas confesso quando lá cheguei, ao lugar que a infância passei
D E7 A
Quase não pude reconhecer
A F# Bm
Não havia mais os arvoredos, cheguei a ter medo da evolução
E7 A
A paineira de tronco frondoso, estava em repouso de baixo do chão
E7
Rego d’água movia o monjolo, secou o seu solo com a devastação
D A E7
E a madeira dos nosso currais, com o fogo dos canaviais
D E7 A
Só ficaram cinza e carvão
Introdução
A F# Bm
Nossa casa meu primeiro abrigo, talvez por castigo nessa solidão
E7 A
A varanda tinha desabado, somente ficou de pé o salão
E7
Quando entrei pisando no entulho, talvez por orgulho do meu coração
D A E7
Encontrei um quadro sem moldura, lá no prego da parede escura
D E7 A
Com a fumaça do velho fogão
Riff 1
A F# Bm
Com meu lenço tirei a poeira, então a primeira imagem surgiu
E7 A
Era a foto daquela fazenda, que hoje as moendas da usina engoliu
E7
E na sombra da velha paineira, boiada carreira na foto saiu
D A E7
Vi meu pai com seu cavalo branco, na verdade confesso sou franco
D E7 A
Nessa hora meu pranto caiu
Passagem: A G# A C
B G# C#m
Apertando no peito o retrato, pressenti de fato meu pai e meus irmãos
F#7 B
Ouvi passos pelo assoalho, e o cheiro do alho invadiu o casarão
F#7
Pois mamãe fazia na cozinha, arroz com galinha verdura e feijão
E B F#7
E a maninha com delicadeza, colocava o forro na mesa
E F#7 B
Pra servir a nossa refeição
B G# C#m
Parecia tudo real, que até senti mal de tanta emoção
F#7 B
Resolvi deli me retirar e de volta pegar o velho estradão
F#7
E levando somente comigo, este quadro antigo pra restauração
E B F#7
Muito triste voltei pra cidade, mas voltando a realidade
E F#7 B
Sei que os tempos jamais voltarão
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