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Sem propagandas · Viola caipira · Afinação: Cebolão em D (A D F# A D) · Ritmo: [Guarânia] 76 bpm

Moenda da Usina

Baltazar Violeiro e Martinho

A                                       F#             Bm 
Sentindo saudade da roça, terra que era nossa resolvi rever
  E7                                                                 A 
A tempos que eu não voltava, ao lugar que eu morava e que me viu crescer
                                                         E7 
Andar pelas verdes campinas, e a agua da minha de novo beber
 D                         A                               E7 
Mas confesso quando lá cheguei, ao lugar que a infância passei
       D        E7   A 
Quase não pude reconhecer

 A                                         F#           Bm 
Não havia mais os arvoredos, cheguei a ter medo da evolução
     E7                                                       A 
A paineira de tronco frondoso, estava em repouso de baixo do chão
                                                           E7 
Rego d’água movia o monjolo, secou o seu solo com a devastação
      D                  A                        E7 
E a madeira dos nosso currais, com o fogo dos canaviais
      D     E7       A 
Só ficaram cinza e carvão

Introdução 

 A                                            F#            Bm 
Nossa casa meu primeiro abrigo, talvez por castigo nessa solidão
    E7                                            A 
A varanda tinha desabado, somente ficou de pé o salão
                                                               E7 
Quando entrei pisando no entulho, talvez por orgulho do meu coração
      D                    A                            E7 
Encontrei um quadro sem moldura, lá no prego da parede escura
        D       E7     A 
Com a fumaça do velho fogão

Riff 1

 A                                       F#             Bm 
Com meu lenço tirei a poeira, então a primeira imagem surgiu
      E7                                                     A 
Era a foto daquela fazenda, que hoje as moendas da usina engoliu
                                                        E7 
E na sombra da velha paineira, boiada carreira na foto saiu
       D                   A                              E7 
Vi meu pai com seu cavalo branco, na verdade confesso sou franco
       D       E7      A 
Nessa hora meu pranto caiu

Passagem: A G# A C

    B                                      G#                  C#m 
Apertando no peito o retrato, pressenti de fato meu pai e meus irmãos
     F#7                                                   B
Ouvi passos pelo assoalho, e o cheiro do alho invadiu o casarão
                                                          F#7 
Pois mamãe fazia na cozinha, arroz com galinha verdura e feijão
    E                 B                         F#7 
E a maninha com delicadeza, colocava o forro na mesa
        E     F#7       B 
Pra servir a nossa refeição

    B                            G#            C#m 
Parecia tudo real, que até senti mal de tanta emoção
    F#7                                              B
Resolvi deli me retirar e de volta pegar o velho estradão
                                                        F#7 
E levando somente comigo, este quadro antigo pra restauração
       E                   B                       F#7 
Muito triste voltei pra cidade, mas voltando a realidade
            E      F#7       B 
Sei que os tempos jamais voltarão